Algumas crianças já começam a se agrupar espontaneamente, compartilhando alguns espaços e brincadeiras. A rotina diária já começa a se organizar de modo mais estável, com as seguintes atividades: roda de conversa, gramado, parque de areia, brincadeira de faz-de-conta, construçao (legos, ligues, tocos), roda de história e de música, desenho e atividades plásticas (colagem , pintura, massinha, etc.). A interaçao entre as crianças se intensifica ainda mais com o desenvolvimento da linguagem e as brincadeiras se tornam mais ricas com os progressos do processo de representaçao. Esses mesmos progressos possibilitam a atribuiçao de significados aos trabalhos realizados, mesmo que ainda nao reproduzam a imagem do real, como nos desenhos e construçoes com os objetos.
Nessa fase, as crianças preferem brincar isoladamente, sendo comum o comportamento ego centrado de nao querer emprestar o brinquedo. Algumas crianças começam a se agrupar espontaneamente, começando aos poucos a compartilhar espaços e brincadeiras.
As crianças também sao incentivadas a realizar as atividades cotidianas de forma independente, sempre com a mediaçao do adulto. Sao convidadas a guardar seus pertences e brinquedos, comer sozinhas, lavar as maozinhas antes de comer o lanche e depois que forem ao banheiro, entre outras. O clima de confiança e afetividade criado pelas educadoras é fundamental para que a criança possa agir com iniciativa própria e segurança com relaçao a si mesma e aos adultos.
As situaçoes de conflito sao freqüentes, uma vez que o egocentrismo ainda permeia o funcionamento afetivo das crianças nessa fase de desenvolvimento. Utilizamos o diálogo como recurso para a resoluçao das disputas, cujo objetivo é substituir as reaçoes físicas que ainda sao esperadas ao longo do processo de socializaçao.
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